Fundos e ciclos do mercado imobiliário brasileiro
O ponto de partida O melhor eixo para o seu artigo é este: o dinheiro de fundos não é “dinheiro paciente” por natureza; é dinheiro com mandato, prazo, custo, governança e rota de saída . O tema ganhou urgência porque o caso Banco Master deixou o mercado mais sensível a riscos de documentação, marcação patrimonial, governança e supervisão. Em fevereiro de 2026, a CVM criou um grupo de trabalho específico para analisar informações relacionadas ao Grupo Master, à REAG e entidades conexas; em março, a autarquia informou que os fatos que culminaram na liquidação do Banco Master e da REAG suscitaram reflexão institucional e envolviam, no perímetro da CVM, indícios de irregularidades em ofertas públicas, reavaliações patrimoniais desarrazoadas, manipulação de mercado e uso de documentação inidônea para lastrear ativos. Esse enquadramento ajuda a responder, com mais precisão, perguntas como “quais fundos nunca saem”, “quais nunca entram” e “por que eles somem de uma hora para outra”. No m...